É indiscutível a necessidade de zelar pela própria saúde, e a cada momento a preocupação torna-se uma alternativa de preservação da vida, diante das inúmeros moléstias infecciosas em circulação no mundo. Preocupados com isto, os profissionais da área odontológica têm trabalhado no sentido de conscientizar não só os dentistas, mas também os usuários dos serviços de odontologia, da importância de freqüentar ambientes onde a biossegurança - caracterizada por um conjunto de normas e procedimentos considerados seguros e adequados à manutenção da saúde em atividades de risco - seja uma realidade. O assunto ocupa todas as classes médicas e serviços de saúde de qualidade, e é hoje uma preocupação mundial. De acordo com a biomédica paulista Lusiane Camilo Borges, consultora em biossegurança, microbiologista e cirurgiã-dentista, é preciso estar atento ao alto risco de contaminação a que estão expostos profissionais de todas as áreas. “Não se pode fechar os olhos para as hepatites viróticas, especialmente as dos tipos B e C”, diz ela.
"Precisamos multiplicar essa idéia de controle de infecção e biossegurança na clínica odontológica e as APCDs são o melhor caminho “, reforça Lusiane. A especialista afirma que no mundo já foram notificados 170 milhões de infectados pelo vírus da hepatite C e meio bilhão pelo vírus da hepatite B, sendo que 350 milhões são portadores crônicos. No Brasil, 4 milhões de pessoas são portadoras da Hepatite tipo C, considerada a doença do terceiro milênio, cuja vacina até agora não se descobriu, em função da complexidade imunológica. Somam-se a estes números os casos de contaminações por HIV, uma realidade desde a década de 80, época em que os cirurgiões-dentistas começaram a refletir mais sobre os riscos de contaminação em serviço. Mas a preocupação, hoje, não se restringe apenas aos profissionais. Os próprios pacientes já pré-selecionam os consultórios e serviços médicos a partir das condições de higiene e limpeza.
A analista de sistemas Luíza Andrade Marinho, 32 anos, explica que não daria continuidade a um tratamento odontológico se não estivesse completamente ciente da qualidade e da aplicabilidade dos cuidados básicos para evitar a contaminação por meio de equipamentos ou mesmo do próprio profissional. “Imagina se vou deixar o dentista colocar um aparelho daqueles na minha boca sem antes ser esterilizado. Morro de medo de doenças, por isso, mesmo ao falar comigo, o dentista já tem de estar de máscara e luvas, do contrário, peço licença e não volto”, afirma. Segundo Lusiane Borges, que é diretora científica da APCD de Santo Amaro, a atividade do cirurgião-dentista expõe seus pacientes, sua equipe, ele próprio e seus familiares a um universo microbiano altamente agressivo. Apesar de expor essas pessoas a sérios riscos de contágio de doenças graves, grande parte dos profissionais ainda mostra-se resistente à adoção de medidas de controle de infecção.
Para o cirurgião-dentista Sílvio Henrique Hueb da Silva, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas de Rio Preto, o profissional que se opõe às normas de segurança não é digno da profissão que exerce. “Não se pode mais trabalhar sem seguir estas normas”, afirma. Gorros, luvas, máscaras, lixo hospitalar, torneiras com pedaleira, entre outros itens, são usados rotineiramente na sede da APCD, onde o reforço da importância destes acessórios como indispensáveis à segurança do paciente é feito diariamente. Além disso, Sílvio Hueb conta que estão em plena campanha junto à Prefeitura para conseguir que o recolhimento do lixo hospitalar seja feito de maneira diferenciada. Segundo ele, a Vigilância Sanitária é o órgão responsável pela fiscalização de clínicas e consultórios, a fim de constatar a eficiente utilização dos equipamentos de segurança.
Cuidados no consultório:
>> Luvas de borracha
>> Máscara de proteção bucal e nasal
>> Torneiras com pedaleira
>> Lixeiras apropriadas para separar o lixo hospitalar do comum
>> Autoclaves para esterilização de materiais
>> Produtos descartáveis
>> Asseio e higiene no ambiente como um todo
Pesquisa aponta desconhecimento das medidas:
A consultora em biossegurança, Lusiane Camilo Borges, afirma que recentemente foi realizada uma extensa pesquisa sobre o grau de conhecimento e aplicação da biossegurança pelo cirurgião-dentista. Os resultados apresentados preocupam, já que a grande maioria mostrou desconhecimento sobre a abrangência de medidas de controle dos riscos biológicos a que são submetidos diariamente. Em países desenvolvidos, o cirurgião-dentista é considerado o “médico da boca”, assim como o pediatra é o médico da criança e o cardiologista do coração. Ele segue sua carreira sempre se especializando e desenvolvendo técnicas para prestar serviços cada vez melhor. Porém, nunca deve se esquecer da saúde de seu paciente como um todo, dos riscos de contaminação e infecção aos quais o mesmo pode estar submetido. A verdade é que o trabalho é uma via de mão dupla e, se médico e paciente fizerem seu papel, não haverá razões para maiores preocupações.
Segundo Lusiane Borges, está comprovado que o paciente atendido em condições de proteção biológica, conscientizado pelo profissional dos riscos de contaminação e infecção, jamais se submeterá a um atendimento diferente. Ele, inclusive, se tornará um paciente fiel, que trará outros para o consultório. O empresário Edivaldo dos Santos Amancio, 34 anos, conta que há muitos anos trata com o mesmo dentista e cada vez que viaja e precisa procurar outro profissional sente dificuldades de adaptação. “Procuro estar sempre em dia com o meu tratamento para não ter de enfrentar qualquer dificuldade fora da minha cidade. Acostumei com o meu dentista e nunca me passa pela cabeça procurar outro, pois as condições de limpeza e a preocupação em utilizar material esterilizado é algo impressionante”, diz. A biomédica Lusiane Borges, afirma que a biossegurança é um caminho sem volta e depende de uma mudança de atitude profissional que beneficia a todos: paciente, equipe odontológica e principalmente o cirurgião-dentista, que além de se proteger biologicamente dá um diferencial à sua clínica.
Fonte
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Conheça os benefícios e malefícios do chocolate
Altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonóides - antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares - e de substâncias precursoras da serotonina - responsável pela sensação de prazer e bem-estar.
Abaixo opiniões de 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.
1. Chocolate faz bem para a saúde?
Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.
2. Qual é a quantidade recomendada por dia?
A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
3. Qual é o mais e o menos calórico?
O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.
4. O "diet" engorda? E o "light"?
Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.
5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?
Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.
6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?
Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.
7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?
Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.
8. Chocolate pode causar dependência?
Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.
9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?
A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.
10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?
Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.
11. Chocolate é afrodisíaco?
Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.
12. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?
Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.
13. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?
Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.
14. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?
Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.
15. Os chocolates com mais cacau são os melhores?
O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.
Fonte: Folha Online
Abaixo opiniões de 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.
1. Chocolate faz bem para a saúde?
Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.
2. Qual é a quantidade recomendada por dia?
A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
3. Qual é o mais e o menos calórico?
O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.
4. O "diet" engorda? E o "light"?
Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.
5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?
Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.
6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?
Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.
7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?
Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.
8. Chocolate pode causar dependência?
Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.
9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?
A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.
10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?
Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.
11. Chocolate é afrodisíaco?
Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.
12. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?
Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.
13. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?
Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.
14. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?
Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.
15. Os chocolates com mais cacau são os melhores?
O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.
Fonte: Folha Online
sábado, 14 de agosto de 2010
2ª Dose Vacinação Infantil
2ª etapa de vacinação contra a pólio acontece dia 14 de agosto em todo o Brasil
Ministério da Saúde convoca pais e responsáveis para levarem crianças menores de cinco anos para tomar a segunda dose. Mais de 115 mil postos de saúde em todo o país oferecerão a vacina.
Para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos, os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município. “É a imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país. Por isso, é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno.
BRASIL SEM PÓLIO – A estratégia adotada pelo Brasil, de realizar campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses, contribuiu para que o país eliminasse o vírus da poliomielite. Desde 1989, não são registrados casos da doença em território nacional. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a certificação internacional de erradicação da transmissão da poliomielite.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde convoca pais e responsáveis para levarem crianças menores de cinco anos para tomar a segunda dose. Mais de 115 mil postos de saúde em todo o país oferecerão a vacina.
Para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos, os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município. “É a imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país. Por isso, é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno.
BRASIL SEM PÓLIO – A estratégia adotada pelo Brasil, de realizar campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses, contribuiu para que o país eliminasse o vírus da poliomielite. Desde 1989, não são registrados casos da doença em território nacional. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a certificação internacional de erradicação da transmissão da poliomielite.
Fonte: Ministério da Saúde
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Sexta-feira 13 é um dia de fobias para muitas pessoas
Hoje é sexta-feira 13. Esta data é considerada por muitos um dia de azar. Há quem acredite, por exemplo, que convidar 13 pessoas para jantar é uma desgraça porque na última Ceia sentaram-se à mesa precisamente 13 pessoas.
Pode parecer bruxaria, mas uma análise realizada na Finlândia sobre os acidentes na estrada, revelou que as mulheres podem estar mais propensas a morrer devido a acidentes de trânsito em sextas-feiras dia 13 do que em outras sextas.
Stuart A. Vyse, da Faculdade de Connecticut, em New London, alertou que a razão do aumento nas mortes entre as mulheres não pode ser atribuída ao fato de que a sexta-feira 13, segundo a superstição, é um dia de azar.Segundo a pesquisa, estudos anteriores já tinham demonstraram que as mulheres tendem a ser mais supersticiosas do que os homens. E a superstição de que algo de mau vai acontecer nesse dia pode criar ansiedade em algumas mulheres, prejudicando a habilidade da condução e levando ao que mais temem que possa acontecer.
Nayha analisou arquivos nacionais que catalogavam o dia em que as pessoas morreram e a causa de morte para sextas-feiras, entre 1971 e 1997. Descobriu então que as mortes entre os homens não pareceram aumentar no dia 13 em comparação com outras sextas-feiras. Mas, para as mulheres, o risco de morte no trânsito foi 63% maior nesses supostos dias de azar em comparação com as outras sextas-feiras.
Algumas superstições parecem inofensivas - como acreditar que um trevo de quatro folhas ou uma estrela cadente trazem sorte segundo Vyse. Mas aquelas que sugerem mal ou azar podem ter consequências desastrosas, como indica o estudo.
A melhor forma de impedir que as pessoas criem uma profecia nos dias de azar é não passar essas superstições aos outros e tentar demover quem já acredita nisso, segundo Vyse.
Crendice
Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira das lendas sobre a sexta-feira 13, houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades –, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses.
Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha.
Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira.
No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.
Fontes Mundo Estranho e Alert
Mulheres morrem mais na sexta-feira 13
Pode parecer bruxaria, mas uma análise realizada na Finlândia sobre os acidentes na estrada, revelou que as mulheres podem estar mais propensas a morrer devido a acidentes de trânsito em sextas-feiras dia 13 do que em outras sextas.
Stuart A. Vyse, da Faculdade de Connecticut, em New London, alertou que a razão do aumento nas mortes entre as mulheres não pode ser atribuída ao fato de que a sexta-feira 13, segundo a superstição, é um dia de azar.Segundo a pesquisa, estudos anteriores já tinham demonstraram que as mulheres tendem a ser mais supersticiosas do que os homens. E a superstição de que algo de mau vai acontecer nesse dia pode criar ansiedade em algumas mulheres, prejudicando a habilidade da condução e levando ao que mais temem que possa acontecer.
Nayha analisou arquivos nacionais que catalogavam o dia em que as pessoas morreram e a causa de morte para sextas-feiras, entre 1971 e 1997. Descobriu então que as mortes entre os homens não pareceram aumentar no dia 13 em comparação com outras sextas-feiras. Mas, para as mulheres, o risco de morte no trânsito foi 63% maior nesses supostos dias de azar em comparação com as outras sextas-feiras.
Algumas superstições parecem inofensivas - como acreditar que um trevo de quatro folhas ou uma estrela cadente trazem sorte segundo Vyse. Mas aquelas que sugerem mal ou azar podem ter consequências desastrosas, como indica o estudo.
A melhor forma de impedir que as pessoas criem uma profecia nos dias de azar é não passar essas superstições aos outros e tentar demover quem já acredita nisso, segundo Vyse.
Crendice
Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira das lendas sobre a sexta-feira 13, houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades –, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses.
Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha.
Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira.
No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.
Fontes Mundo Estranho e Alert
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Longe do Mau Hálito
3 em cada 10 brasileiros têm, já tiveram ou terão alterações significativas no odor que sai da boca. Para não sofrer com o problema, os especialistas recomendam: o diagnóstico mais eficaz é sempre o nariz do outro.
Os estressados têm agora mais um motivo para se preocupar. Além do alto risco de sofrerem com problemas como hipertensão, gastrite, dor de cabeça, tensões musculares e até mesmo infarto, pesquisas recentes indicam que eles são fortes candidatos a terem mau hálito. É fácil entender o motivo: o nervosismo e a irritação constantes diminuem a produção de saliva, reduzindo a higiene e desequilibrando a flora bucal. "A halitose é sinal de um desequilíbrio orgânico", explica Luciana Sassa Marocchio, dentista e patologista bucal, membro da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO).
Segundo dados dessa mesma associação, o problema atinge 51 milhões de brasileiros (de todas as idades). Ou seja, cerca de 30% da população tem, já teve ou terá alterações significativas em seu hálito. E os números não param por aí. No último congresso da International Society for Breath Odor Research (ISBOR), ocorrido em 2007, na cidade de Chicago, EUA, divulgou-se que entre 50 milhões e 80 milhões de americanos sofrem de mau hálito e, por isso, gastam anualmente mais de 2 bilhões de dólares em produtos para melhorar o mau cheiro.
Entre inúmeras causas
Hoje, são conhecidas mais de 60 possíveis causas que podem levar à halitose. É comum gue uma mesma pessoa apresente três ou mais causas associadas. Porém a maioria dos casos tem origem dentro da boca: "Está provado que cerca de 95% dos casos estão relacionados ao desequilíbrio na cavidade oral. Desse total, uma em cada três halitoses crônicas estão ligadas às doenças periodontais", explica Eduardo Pedrazza Dutra, cirurgião dentista, especialista em periodontia e halitose, e membro da ABPO.
Além das periodontites, a saburra lingual, a descamação do epitélio bucal, as cáries, sangue e saliva fazem parte do conjunto de fatores responsáveis em maior ou menor parte pela formação do mau hálito. Já os problemas relacionados às vias aéreas superiores, como sinusites, amidalites e adenóide respondem apenas a 2% das causas.
Ataque invisível
Algumas espécies de bactérias anaeróbicas e proteolíticas(quemetabolizam as proteínas) como a Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis e Prevotella intermédia vivem naturalmente na cavidade bucal. Uma de suas funções é decompor as proteínas existentes na boca, ricas em aminoácidos que contêm enxofre (como restos de alimentos, saliva, sangue e células epiteliais), e dar origem a compostos sulfurosos (gases de enxofre) que se dissolvem na saliva, causando apenas um leve odor.
Porém, quando há um desequilíbrio bucal, como o aumento dessas e de outras bactérias anaeróbicas presentes nos sulcos gengivais ou na superfície da língua, a existência de doença periodontal ou a diminuição de saliva (xerostomia), esse gases se vaporizam e o mau hálito fica evidente.
Prejuízos sociais
Os especialistas enfatizam que esse é um problema de suma importância, principalmente por causa das implicações psicológicas que trazem aos portadores. A pessoa que sofre de mau hálito, em geral, torna-se insegura ao aproximar-se dos outros, o que pode levar a um comportamento retraído.
Outra guestão importante é social, pois frequentemente a halitose causa situações embaraçosas quando seu portador fala em público ou numa reunião de trabalho, o que acaba por limitar sua atuação profissional. E dificilmente a pessoa que tem o problema percebe seu próprio hálito. Isso acontece por uma questão de aclimatação. Quando somos expostos a um tipo de odor, seja ele bom ou ruim, em pouco tempo nos acostumamos ao cheiro e deixamos de senti-lo. O processo é conhecido como fadiga olfatória.
RAZÃO PARA O DIVORCIO
Há milênios, a halitose atinge povos de todas as culturas e raças. Gregos e romanos deixaram registros sobre o assunto. Tanto na Bíblia cristã como no Alcorão mulçumano há referências a ela. Ensinamentos da liturgia judaica, existentes há dois mil anos, afirmam que o homem que se casasse com uma mulher e descobrisse logo após o casamento que ela tinha halitose poderia se divorciar sumariamente, sem precisar cumprir as cláusulas contratuais. Apesar da má fama, a halitose conseguiu inspirar até William Shakespeare, considerado o maior dramaturgo da literatura ocidental. No ato 5, cena 2 da peça Muito barulho por nada, o personagem garante: "...vento fétido é apenas hálito fétido e nauseante. Portanto, vou partir sem ser beijado". Entretanto, além de ser antigo e trágico, o mau hálito, que ainda hoje afeta 40% da população mundial, sempre foi considerado uma espécie de tabu. Tanto é que os estudos sobre o problema começaram a se intensificar a partir da década de 1990. Hoje, existem especialistas dedicados apenas a cuidar dos pacientes com halitose.
OS CAUSADORES (E ALGUNS MITOS)
FALTA DE SALIVA: "Durante o sono, existe uma diminuição natural de saliva, o que reduz as defesas da boca. Soma-se a esse fator a contínua decomposição intrabucal de proteínas e teremos a explicação para o mau hálito quando se acorda", diz o cirurqião dentista Eduardo Pedrazza Dutra. Esse tipo de halitose não requer uma atenção especial, até porque a ingestão de um alimento ou de líquido faz desaparecer o odor matinal. Entretanto, a diminuição de saliva pode ter outros motivos. Um deles é o estresse, que provoca alterações emocionais como nervosismo, ansiedade ou depressão. Outra causa é o uso de medicações. Segundo estudos, existem mais de 400 medicamentos, entre eles os antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos, anorexígenos, agente cardíacos, tranquilizantes e descongestionantes, entre outros, que alteram a saliva.
SABURRA LINGUAL: o dorso da língua, uma superfície extensa e rugosa, é um importante hospedeiro para produtos que podem causar o mau hálito. Dessa maneira, células descamadas, restos de alimentos e micro-organismos acumulam-se em cima da língua formando uma espécie de película esbranquiçada que é decomposta pelas bactérias anaeróbicas, dando origem aos gases malcheirosos. Segundo pesquisas, quase 90% dos casos de halitose estão relacionados à formação da saburra lingual. Até porque a diminuição de saliva, outro fator desencadeante, também favorece a formação da saburra.
DOENÇAS PERIODONTAIS: quando há inflamação no sulco gengival, espaço milimétrico que existe entre o dente e a parte interna da gengiva, começa a formação de um exudato (líquido) inflamatório que contém células descamativas e substâncias produzidas pelos micro-organismos da placa bacteriana que dão origem os gases sulfurosos. Também há de se levar em consideração que existe seis vezes mais saburra lingual em pacientes com periodontites em comparação aos que não apresentam o problema.
AMIDALAS: podem aparecer nesses órgãos de proteção, situados na parte posterior da garganta, alguns pontos amarelados muito confundidos com pus. Na verdade, esses pontos são uma massa amarelada, o caseum, composta de restos alimentares, saliva e bactérias. Não provoca infecção, mas causa mau hálito.
ESTÔMAGO: problemas no sistema digestório, como a gastrite, muitas vezes são considerados responsáveis pelo mau hálito. Mas isso não é verdadeiro. Do estômago, só virá hálito ruim nos casos de vômitos, e mesmo assim será passageiro. "Hoje, existe uma suspeita de que ocorra justamente o contrário. Ou seja, a halitose pode ser um dos fatores que levem a uma gastrite. Isso porque a bactéria Helicobacter pylori, causadora da inflamação na mucosa do estômago, encontra-se também na cavidade bucal", diz Pedrazza.
FALTA DE LIMPEZA NOS DENTES: embora a má higiene seja um dos vilões mais citados, essa declaração nem sempre corresponde à verdade: "Fatores como o estresse, por exemplo, podem originar um desequilíbrio de tal ordem na cavidade oral que provoca o mau hálito, mesmo em pacientes que apresentam uma boa higiene oral", relata a dentista Luciana Sassa Marocchio.
OUTROS CULPADOS: a halitose não é uma doença propriamente dita, mas um sinal de alterações orgânicas na boca ou nas vias respiratórias. E ela pode ser também um sintoma de problemas sistêmicos, como diabetes ou insuficiência renal crônica. Cada uma delas produz um tipo de hálito diferente: "O diabético pode apresentar um hálito cetônico, ou seja, com cheiro de cetona", diz Pedrazza. A cetona, substância volátil de forte odor, também é liberada nas crises de hipoglicemia. Por isso, as pessoas que se submetem a regimes (ou ficam longos períodos sem se alimentar) exalam esse odor. O fumo, o uso de drogas e de bebidas alcoólicas e a utilização de soluções para bochecho com álcool são outros fatores que comprometem o hálito.
Medidor de odores bucais
O diagnóstico é feito com a ajuda da história clínica do paciente e da constatação (olfativa) do mau cheiro característico. A partir daí, o dentista começa a investigação inicial, o que inclui um exame detalhado da boca, da língua, dos dentes e do periodonto. Ele também avalia se a higienização do paciente está correta, se há presença de placa bacteriana, que dá origem às cáries, gengivites e periodontites. Outro procedimento é detectar a saburra lingual, a maior responsável pelo mau cheiro. Depois de achadas (ou não) as causas locais, o especialista também não deve descartar exames que possam detectar doenças como o diabetes, problemas hepáticos ou renais, se o histórico do paciente revelar algum problema nesse sentido.
Hoje já existem métodos complementares que auxiliam o diagnóstico, como a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halimetria. Esta última é realizada por um aparelho portátil que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados vaporizados, presentes na boca. O halímetro, como é chamado, permite uma avaliação da gravidade do problema, além do acompanhamento da evolução do tratamento e do diagnóstico de pacientes com halitose psicogênica. Esta é a sensação que algumas pessoas têm de serem portadoras de mau hálito, quando, na verdade, ele não está presente. Em geral, a halitose psicogênica é provocada por problemas emocionais, desde uma tendência a exagerar as reações naturais do corpo até quadros severos de doença mentais, como a esquizofrenia.
Tratamento eficaz
O plano de tratamento varia de paciente para paciente, de acordo com as causas que afetam o seu hálito.
Mas, antes de tudo, é necessário que o paciente se conscientize que grande parte do sucesso do tratamento depende dele, até porque, muitas vezes, será preciso intervir em hábitos como parar de fumar ou comer em horas certas, mudanças que nem sempre são bem aceitas.
Depois de definido o diagnóstico,o especialista começa o tratamento específico para cada caso. Os eventuais problemas odontológicos, como cáries e doenças periodontais, devem ser tratados o mais rápido possível. O paciente também precisa ser orientado quanto a maneira correta de higienizar seus dentes e toda a mucosa da boca. Além disso os especialistas dão uma atenção especial à limpeza da língua, com limpadores adequados para esse fim. Muitas vezes o dentista trabalha em conjunto com o médico, seja ele clínico geral, otorrinolaringologista ou gastroenterologista, profissionais de extrema importância para que se consiga o equilíbrio orgânico necessário e para que o tratamento tenha sucesso.
Depois de todas as orientações fornecidas e eventuais medicamentos receitados pelo especialista, o tratamento leva cerca de 60 dias, quando o paciente é reavaliado para saber se houve melhora das taxas de medição do odor bucal.
Medidas Preventivas
Alguns cuidados simples podem ajudar você a manter um hálito saudável por todo o tempo:
•Faça pequenas refeições a cada três horas para não ficar de estômago vazio.
•Evite alimentos que provocam o ressecamento bucal como os muito salgados, quentes ou condimentados.
•Não exagere no consumo de alimentos com odor carregado ou contendo enxofre em sua composição, como alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis. Gorduras, frituras e bebidas como café, refrigerantes tipo "cola", achocolatados, alimentos ricos em proteínas (carne vermelha, leite e derivados), entre outros, devem ser evitados.
•Evite álcool e fumo em excesso.
•Tome bastante água para a produção de saliva.
•Realize higiene bucal adequada, incluindo limpeza da língua, seguindo as recomendações do seu dentista.
•Visite o profissional a cada seis meses, prevenindo assim problemas dentários e gengivais.
Fonte: Revista Viva Saúde - Fevereiro de 2009
Os estressados têm agora mais um motivo para se preocupar. Além do alto risco de sofrerem com problemas como hipertensão, gastrite, dor de cabeça, tensões musculares e até mesmo infarto, pesquisas recentes indicam que eles são fortes candidatos a terem mau hálito. É fácil entender o motivo: o nervosismo e a irritação constantes diminuem a produção de saliva, reduzindo a higiene e desequilibrando a flora bucal. "A halitose é sinal de um desequilíbrio orgânico", explica Luciana Sassa Marocchio, dentista e patologista bucal, membro da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO).
Segundo dados dessa mesma associação, o problema atinge 51 milhões de brasileiros (de todas as idades). Ou seja, cerca de 30% da população tem, já teve ou terá alterações significativas em seu hálito. E os números não param por aí. No último congresso da International Society for Breath Odor Research (ISBOR), ocorrido em 2007, na cidade de Chicago, EUA, divulgou-se que entre 50 milhões e 80 milhões de americanos sofrem de mau hálito e, por isso, gastam anualmente mais de 2 bilhões de dólares em produtos para melhorar o mau cheiro.
Entre inúmeras causas
Hoje, são conhecidas mais de 60 possíveis causas que podem levar à halitose. É comum gue uma mesma pessoa apresente três ou mais causas associadas. Porém a maioria dos casos tem origem dentro da boca: "Está provado que cerca de 95% dos casos estão relacionados ao desequilíbrio na cavidade oral. Desse total, uma em cada três halitoses crônicas estão ligadas às doenças periodontais", explica Eduardo Pedrazza Dutra, cirurgião dentista, especialista em periodontia e halitose, e membro da ABPO.
Além das periodontites, a saburra lingual, a descamação do epitélio bucal, as cáries, sangue e saliva fazem parte do conjunto de fatores responsáveis em maior ou menor parte pela formação do mau hálito. Já os problemas relacionados às vias aéreas superiores, como sinusites, amidalites e adenóide respondem apenas a 2% das causas.
Ataque invisível
Algumas espécies de bactérias anaeróbicas e proteolíticas(quemetabolizam as proteínas) como a Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis e Prevotella intermédia vivem naturalmente na cavidade bucal. Uma de suas funções é decompor as proteínas existentes na boca, ricas em aminoácidos que contêm enxofre (como restos de alimentos, saliva, sangue e células epiteliais), e dar origem a compostos sulfurosos (gases de enxofre) que se dissolvem na saliva, causando apenas um leve odor.
Porém, quando há um desequilíbrio bucal, como o aumento dessas e de outras bactérias anaeróbicas presentes nos sulcos gengivais ou na superfície da língua, a existência de doença periodontal ou a diminuição de saliva (xerostomia), esse gases se vaporizam e o mau hálito fica evidente.
Prejuízos sociais
Os especialistas enfatizam que esse é um problema de suma importância, principalmente por causa das implicações psicológicas que trazem aos portadores. A pessoa que sofre de mau hálito, em geral, torna-se insegura ao aproximar-se dos outros, o que pode levar a um comportamento retraído.
Outra guestão importante é social, pois frequentemente a halitose causa situações embaraçosas quando seu portador fala em público ou numa reunião de trabalho, o que acaba por limitar sua atuação profissional. E dificilmente a pessoa que tem o problema percebe seu próprio hálito. Isso acontece por uma questão de aclimatação. Quando somos expostos a um tipo de odor, seja ele bom ou ruim, em pouco tempo nos acostumamos ao cheiro e deixamos de senti-lo. O processo é conhecido como fadiga olfatória.
RAZÃO PARA O DIVORCIO
Há milênios, a halitose atinge povos de todas as culturas e raças. Gregos e romanos deixaram registros sobre o assunto. Tanto na Bíblia cristã como no Alcorão mulçumano há referências a ela. Ensinamentos da liturgia judaica, existentes há dois mil anos, afirmam que o homem que se casasse com uma mulher e descobrisse logo após o casamento que ela tinha halitose poderia se divorciar sumariamente, sem precisar cumprir as cláusulas contratuais. Apesar da má fama, a halitose conseguiu inspirar até William Shakespeare, considerado o maior dramaturgo da literatura ocidental. No ato 5, cena 2 da peça Muito barulho por nada, o personagem garante: "...vento fétido é apenas hálito fétido e nauseante. Portanto, vou partir sem ser beijado". Entretanto, além de ser antigo e trágico, o mau hálito, que ainda hoje afeta 40% da população mundial, sempre foi considerado uma espécie de tabu. Tanto é que os estudos sobre o problema começaram a se intensificar a partir da década de 1990. Hoje, existem especialistas dedicados apenas a cuidar dos pacientes com halitose.
OS CAUSADORES (E ALGUNS MITOS)
FALTA DE SALIVA: "Durante o sono, existe uma diminuição natural de saliva, o que reduz as defesas da boca. Soma-se a esse fator a contínua decomposição intrabucal de proteínas e teremos a explicação para o mau hálito quando se acorda", diz o cirurqião dentista Eduardo Pedrazza Dutra. Esse tipo de halitose não requer uma atenção especial, até porque a ingestão de um alimento ou de líquido faz desaparecer o odor matinal. Entretanto, a diminuição de saliva pode ter outros motivos. Um deles é o estresse, que provoca alterações emocionais como nervosismo, ansiedade ou depressão. Outra causa é o uso de medicações. Segundo estudos, existem mais de 400 medicamentos, entre eles os antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos, anorexígenos, agente cardíacos, tranquilizantes e descongestionantes, entre outros, que alteram a saliva.
SABURRA LINGUAL: o dorso da língua, uma superfície extensa e rugosa, é um importante hospedeiro para produtos que podem causar o mau hálito. Dessa maneira, células descamadas, restos de alimentos e micro-organismos acumulam-se em cima da língua formando uma espécie de película esbranquiçada que é decomposta pelas bactérias anaeróbicas, dando origem aos gases malcheirosos. Segundo pesquisas, quase 90% dos casos de halitose estão relacionados à formação da saburra lingual. Até porque a diminuição de saliva, outro fator desencadeante, também favorece a formação da saburra.
DOENÇAS PERIODONTAIS: quando há inflamação no sulco gengival, espaço milimétrico que existe entre o dente e a parte interna da gengiva, começa a formação de um exudato (líquido) inflamatório que contém células descamativas e substâncias produzidas pelos micro-organismos da placa bacteriana que dão origem os gases sulfurosos. Também há de se levar em consideração que existe seis vezes mais saburra lingual em pacientes com periodontites em comparação aos que não apresentam o problema.
AMIDALAS: podem aparecer nesses órgãos de proteção, situados na parte posterior da garganta, alguns pontos amarelados muito confundidos com pus. Na verdade, esses pontos são uma massa amarelada, o caseum, composta de restos alimentares, saliva e bactérias. Não provoca infecção, mas causa mau hálito.
ESTÔMAGO: problemas no sistema digestório, como a gastrite, muitas vezes são considerados responsáveis pelo mau hálito. Mas isso não é verdadeiro. Do estômago, só virá hálito ruim nos casos de vômitos, e mesmo assim será passageiro. "Hoje, existe uma suspeita de que ocorra justamente o contrário. Ou seja, a halitose pode ser um dos fatores que levem a uma gastrite. Isso porque a bactéria Helicobacter pylori, causadora da inflamação na mucosa do estômago, encontra-se também na cavidade bucal", diz Pedrazza.
FALTA DE LIMPEZA NOS DENTES: embora a má higiene seja um dos vilões mais citados, essa declaração nem sempre corresponde à verdade: "Fatores como o estresse, por exemplo, podem originar um desequilíbrio de tal ordem na cavidade oral que provoca o mau hálito, mesmo em pacientes que apresentam uma boa higiene oral", relata a dentista Luciana Sassa Marocchio.
OUTROS CULPADOS: a halitose não é uma doença propriamente dita, mas um sinal de alterações orgânicas na boca ou nas vias respiratórias. E ela pode ser também um sintoma de problemas sistêmicos, como diabetes ou insuficiência renal crônica. Cada uma delas produz um tipo de hálito diferente: "O diabético pode apresentar um hálito cetônico, ou seja, com cheiro de cetona", diz Pedrazza. A cetona, substância volátil de forte odor, também é liberada nas crises de hipoglicemia. Por isso, as pessoas que se submetem a regimes (ou ficam longos períodos sem se alimentar) exalam esse odor. O fumo, o uso de drogas e de bebidas alcoólicas e a utilização de soluções para bochecho com álcool são outros fatores que comprometem o hálito.
Medidor de odores bucais
O diagnóstico é feito com a ajuda da história clínica do paciente e da constatação (olfativa) do mau cheiro característico. A partir daí, o dentista começa a investigação inicial, o que inclui um exame detalhado da boca, da língua, dos dentes e do periodonto. Ele também avalia se a higienização do paciente está correta, se há presença de placa bacteriana, que dá origem às cáries, gengivites e periodontites. Outro procedimento é detectar a saburra lingual, a maior responsável pelo mau cheiro. Depois de achadas (ou não) as causas locais, o especialista também não deve descartar exames que possam detectar doenças como o diabetes, problemas hepáticos ou renais, se o histórico do paciente revelar algum problema nesse sentido.
Hoje já existem métodos complementares que auxiliam o diagnóstico, como a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halimetria. Esta última é realizada por um aparelho portátil que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados vaporizados, presentes na boca. O halímetro, como é chamado, permite uma avaliação da gravidade do problema, além do acompanhamento da evolução do tratamento e do diagnóstico de pacientes com halitose psicogênica. Esta é a sensação que algumas pessoas têm de serem portadoras de mau hálito, quando, na verdade, ele não está presente. Em geral, a halitose psicogênica é provocada por problemas emocionais, desde uma tendência a exagerar as reações naturais do corpo até quadros severos de doença mentais, como a esquizofrenia.
Tratamento eficaz
O plano de tratamento varia de paciente para paciente, de acordo com as causas que afetam o seu hálito.
Mas, antes de tudo, é necessário que o paciente se conscientize que grande parte do sucesso do tratamento depende dele, até porque, muitas vezes, será preciso intervir em hábitos como parar de fumar ou comer em horas certas, mudanças que nem sempre são bem aceitas.
Depois de definido o diagnóstico,o especialista começa o tratamento específico para cada caso. Os eventuais problemas odontológicos, como cáries e doenças periodontais, devem ser tratados o mais rápido possível. O paciente também precisa ser orientado quanto a maneira correta de higienizar seus dentes e toda a mucosa da boca. Além disso os especialistas dão uma atenção especial à limpeza da língua, com limpadores adequados para esse fim. Muitas vezes o dentista trabalha em conjunto com o médico, seja ele clínico geral, otorrinolaringologista ou gastroenterologista, profissionais de extrema importância para que se consiga o equilíbrio orgânico necessário e para que o tratamento tenha sucesso.
Depois de todas as orientações fornecidas e eventuais medicamentos receitados pelo especialista, o tratamento leva cerca de 60 dias, quando o paciente é reavaliado para saber se houve melhora das taxas de medição do odor bucal.
Medidas Preventivas
Alguns cuidados simples podem ajudar você a manter um hálito saudável por todo o tempo:
•Faça pequenas refeições a cada três horas para não ficar de estômago vazio.
•Evite alimentos que provocam o ressecamento bucal como os muito salgados, quentes ou condimentados.
•Não exagere no consumo de alimentos com odor carregado ou contendo enxofre em sua composição, como alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis. Gorduras, frituras e bebidas como café, refrigerantes tipo "cola", achocolatados, alimentos ricos em proteínas (carne vermelha, leite e derivados), entre outros, devem ser evitados.
•Evite álcool e fumo em excesso.
•Tome bastante água para a produção de saliva.
•Realize higiene bucal adequada, incluindo limpeza da língua, seguindo as recomendações do seu dentista.
•Visite o profissional a cada seis meses, prevenindo assim problemas dentários e gengivais.
Fonte: Revista Viva Saúde - Fevereiro de 2009
Preguiça é doença, afirmam especialistas
Render-se à preguiça pode ser algo muito mais grave do que se pensa. Isso porque especialistas começaram a tratar os preguiçosos como doentes que precisam de tratamento. Especialistas advertem para o círculo vicioso que se segue ao comportamento sedentário: a falta de atividades físicas favorece a obesidade, que é responsável por desencadear uma série de doenças graves, como hipertensão e diabetes.
"Nós propomos que a inatividade física talvez deva ser considerada também uma doença", salientam os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Londres, responsáveis pelo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine.
Segundo Weiler, especialista em medicina esportiva, os médicos precisam promover o bem-estar por meio da prática de exercícios, como forma de tratar a preguiça de seus pacientes, o que evitaria custos astronômicos da saúde pública. "Muito dinheiro é gasto no tratamento dos sintomas da falta de atividades físicas - obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas - mas não se trata a raiz do problema", salienta, enfatizando que as pessoas deveriam "encarar os fatos e assumir a responsabilidade" por sua própria saúde.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-preguica-e-uma-doenca-dizem-especialistas
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Hoje é o dia do estudante. Afinal, estudar vai te transformar em uma pessoa inteligente?
A ciência ainda não encontrou respostas chaves que consigam definir o que torna uma pessoa um gênio. Porém, há indícios de que a inteligência (ou a falta dela) é uma combinação da herança genética com o conhecimento adquirido em vida. Ou seja, provavelmente você vai ser muito mais esperto quando já estiver bem velhinho.
Mas, depois de anos acreditando-se que o raciocínio lógico (definido em testes de QI) era o melhor indicador da genialidade, atualmente há correntes defendendo a existência de inteligências múltiplas. Nessa visão, cada parte do cérebro desenvolve habilidades específicas, possibilitando, por exemplo, que alguém seja muito bom em português, mas péssimo em matemática.
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